As exposições do Museu Bispo do Rosario Arte contemporânea são livres e gratuitas, assim como as mediações oferecidas. As exposições visam aproximar os moradores da Colônia de sua história e apresentar a obra de Arthur Bispo do Rosario em diálogo com outras linguagens artísticas.

 

No ano de 2018 o mBrac montou a exposição Quilombo do Rosario, que teve curadoria de Roberto Conduru. Na urgência da luta antirracista, a mostra trouxe como poética as negritudes e suas pluralidades, não só na obra de Bispo do Rosario como também de artistas negres que dialogam com o tema.

Além do próprio Bispo, nomes como Stela do Patrocínio, Antônio Bragança, Rosana Paulino, Jorge dos Anjos, Dona Tuca e os coletivos Atelier Gaia e Mulheres de Pedra marcaram presença com peças de arte que tiveram inúmeros desdobramentos nas visitas a exposição. Contou também com a participação do Quilombo do Camorim, aproximando os relatos sobre as vivências da grande região de Jacarepaguá. Destaque em especial para a obra inédita de Bispo apresentada numa mostra, um mapa do continente africano feito a mão e que guiou a cartografia da exposição.

O Quilombo do Rosario ainda reverbera pelos corredores do museu, aquilombando a todes que por ele passam, deixando memórias intensas e boas reflexões a respeito de uma arte universal, para todes e que se posiciona contra qualquer tipo de racismo e descriminações.

Período – Agosto de 2018 à Março de 2019

Projeto em parceria com a Associação CADÊ

A exposição ‘’Almofadinhas’’’ foi um processo experimental e colaborativo, desenvolvido na intersecção entre arte e cuidado, curadoria e educação. Após a experiência de residência do grupo Almofadinhas – integrado pelos artistas Fábio Carvalho, Rick Rodrigues e Rodrigo Mogiz – no programa Casa B, do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, foi apresentado ao público um encontro entre suas obras e a produção de Arthur Bispo do Rosário, incluindo peças nunca antes exibidas. 

A exposição foi inaugurada em abril de 2018 e contou com a curadoria de Ricardo Resende e Diana Kolker. O grupo Almofadinhas apresentou trabalhos concebidos no período de residência na Casa B, um deles criado em parceria com a Oficina de Costura e Bordado da Escola Livre de Artes (ELA) do mBrac e produções anteriores.

Período – Março de 2018 à Julho de 2018

O  projeto ”As paredes da minha casa’’, foi autoria de Daniel Murgel. Daniel foi o primeiro artista residente no Museu Bispo do Rosário. Sua Residência aconteceu no contexto da exposição Play, realizada em 2014, com a curadoria de Marta Mestre e Fernanda Pequeno.

 

 

O artista ficou alojado no Polo Experimental, espaço de convivência, saúde, arte e educação do Museu e realizou o projeto ‘’Como é que eu devo fazer as paredes da minha casa’’, tomando como referência a obra “Como é que eu devo fazer um muro no fundo da minha casa”, de Bispo do Rosário. Os tijolos foram feitos com a própria terra que sustenta a construção, onde outrora funcionou a Colônia Juliano Moreira, e rejuntados com cimento reforçado, com a colaboração da comunidade, vizinhos, usuários da rede de saúde mental e equipe do Museu. No pátio do Polo Experimental a obra está sujeita às ações do tempo. Trata-se de uma ruína programada. Porém, passados seis anos as paredes continuam firmes.

Período – Abril de 2018 à Julho de 2018